Ultrassom morfológico

Para quem é indicado

O ultrassom morfológico de segundo trimestre faz parte do acompanhamento pré-natal recomendado para todas as gestantes. É um dos exames mais esperados da gestação — e um dos mais completos, por oferecer uma visão detalhada do desenvolvimento do bebê em um momento em que as estruturas já estão bem formadas e visíveis ao ultrassom.

O exame é indicado para:

Todas as gestantes como parte do rastreamento pré-natal de rotina.
Gestantes com resultado alterado no cálculo de risco fetal do primeiro trimestre.
Acompanhamento de gestações com fatores de risco identificados anteriormente.
Gestantes que desejam uma avaliação anatômica detalhada do bebê antes do terceiro trimestre.
A realização do exame deve ser orientada pelo médico responsável pelo pré-natal.

Como é feito

 O ultrassom morfológico é realizado preferencialmente por via abdominal, com a gestante deitada em posição confortável. É realizada complementação via transvaginal para avaliar comprimento e aspecto do colo do útero, dados importantes para identificar risco de parto prematuro.

 

Além da anatomia fetal, o exame avalia crescimento fetal, placenta, volume de líquido amniótico e cordão umbilical.

O que o exame avalia

O morfológico é um exame de rastreamento — ele avalia se as estruturas do bebê estão presentes e com aparência compatível com o esperado para aquela fase da gestação. Um resultado sem alterações é tranquilizador, mas não constitui uma garantia absoluta, pois algumas condições têm expressão tardia ou estão abaixo do limite de resolução do ultrassom.

 

Cabeça e cérebro

Formato do crânio, estruturas cerebrais como os ventrículos laterais, cerebelo, vermis cerebelar e cavidade do septo pelúcido — alterações nessa região podem indicar condições como hidrocefalia ou malformações do sistema nervoso central.

Tórax e pulmões

Avaliação da cavidade torácica, simetria dos pulmões e diafragma.

Face

Perfil fetal, órbitas, lábio superior e estruturas nasais. A avaliação facial pode identificar fissuras labiopalatinas e outros achados relevantes.

Coluna vertebral

Avaliada em toda a sua extensão para identificar defeitos como espinha bífida e outras anomalias do fechamento do tubo neural.

Coração

Avaliação das quatro câmaras cardíacas, das vias de saída do coração e do ritmo fetal. O coração é uma estrutura complexa e, para avaliação complementar, indica-se a realização de ecocardiografia fetal com Doppler no terceiro trimestre da gestação.

Tórax e pulmões

Avaliação da cavidade torácica, simetria dos pulmões e diafragma.

Abdome

Estômago, fígado, rins, bexiga, parede abdominal e inserção do cordão umbilical. Alterações como ausência de visualização do estômago ou rins aumentados podem indicar condições que requerem acompanhamento especializado.

Membros

Os quatro membros são avaliados em busca de alterações no tamanho, forma ou número de dedos.

Biometria fetal

Medidas padronizadas — diâmetro biparietal, circunferência cefálica, circunferência abdominal e comprimento do fêmur — são obtidas para estimar o peso fetal e verificar se o crescimento está adequado para a idade gestacional.

Placenta, líquido amniótico e colo uterino

A localização e o aspecto da placenta, o volume de líquido amniótico e o comprimento cervical completam a avaliação.

Os achados são descritos no laudo e discutidos com a paciente ao final do atendimento.

Detalhes

Duração

Aproximadamente 40 a 60 minutos. O tempo pode variar conforme a posição e a cooperação do bebê durante o exame.

Preparo

O exame é realizado idealmente entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Nesse período, o bebê já tem estruturas bem formadas e visíveis ao ultrassom, e ainda há espaço suficiente na cavidade uterina para uma avaliação completa. Recomenda-se chegar com a bexiga moderadamente cheia — não é necessário segurar o máximo de líquido, mas uma bexiga completamente vazia pode dificultar a visualização de algumas estruturas. Não há necessidade de jejum. Leve consigo os exames anteriores do pré-natal, especialmente o resultado do cálculo de risco fetal se já tiver sido realizado.

Recuperação

Nenhuma. A gestante retoma suas atividades normalmente após o exame.

Resultado

Os principais achados são compartilhados com a gestante durante o próprio exame. O laudo detalhado é elaborado após a análise completa das imagens e entregue conforme os prazos informados no atendimento. Quando alguma estrutura merece atenção ou não pôde ser adequadamente avaliada, a Dra. Maria Carolina orienta os próximos passos ainda na consulta.

Perguntas frequentes

O morfológico garante que meu bebê está saudável?

O exame é um rastreamento — ele avalia se as estruturas visíveis ao ultrassom estão presentes e com aparência compatível com o esperado. Um resultado sem alterações é um dado muito positivo, mas não é uma garantia absoluta. Algumas condições não são detectáveis pelo ultrassom ou só se manifestam após o nascimento.

Quando devo agendar o morfológico?

O período ideal é entre a 20ª e a 24ª semana de gestação.

Preciso fazer o morfológico mesmo tendo feito o cálculo de risco fetal?

Sim. Os dois exames têm objetivos diferentes e se complementam. O cálculo de risco fetal rastreia alterações cromossômicas, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, restrição de crescimento e faz uma primeira avaliação da anatomia. O morfológico do segundo trimestre reavalia a anatomia de estruturas que não são tão bem visualizadas no primeiro trimestre. Além disso, a anatomia fetal se desenvolve de forma dinâmica. Ou seja, alguns detalhes só aparecerão no segundo ou terceiro trimestre.

O que acontece se o exame encontrar alguma alteração?

A Dra. Maria Carolina explica o achado durante o atendimento e orienta sobre os próximos passos, que podem incluir novos exames, encaminhamento a especialistas ou apenas acompanhamento. Encontrar uma alteração não significa necessariamente que há um problema grave — muitos achados são variações normais ou se resolvem espontaneamente.

A posição do bebê pode atrapalhar o exame?

Sim. Se o bebê estiver em uma posição que dificulte a visualização de alguma estrutura, o médico pode pedir que a gestante se movimente ou retorne em outro dia para completar a avaliação. Isso é comum e não indica nenhum problema.

Por que fazer com a Dra. Maria Carolina?

O ultrassom morfológico exige conhecimento aprofundado de anatomia fetal e de como cada estrutura deve aparecer em diferentes semanas de gestação. Uma imagem inadequada ou uma medida imprecisa podem tanto gerar alarme desnecessário quanto deixar um achado importante passar despercebido.

A Dra. Maria Carolina possui RQE em Ginecologia e Obstetrícia e RQE em Diagnóstico por Imagem com ênfase em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia — formação que permite combinar a leitura técnica da imagem com o contexto clínico da gestação. Isso se traduz em um exame mais preciso e em uma conversa mais completa com a gestante ao final do atendimento.

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O morfológico é um dos momentos mais esperados da gestação. Agende o seu com atenção especializada em cada detalhe.